ThinkSeg expande operação digital – VALOR

ThinkSeg expande operação digital

Por Sérgio Tauhata | De São Paulo

A ThinkSeg quer pisar mais fundo no acelerador da experiência digital do mercado de seguros e, para isso, acaba de adquirir 35% de participação da startup goiana Cilia. Segundo André Gregori, sócio fundador e CEO da seguradora on-line, a parceria, entre outros ganhos, vai melhorar ainda mais a funcionalidade do sistema “pague o quanto usa”, ou “pay per use”, como é conhecido em inglês, que será lançado neste mês, pelo qual o cliente pode ligar e desligar a proteção prevista na apólice do veículo e pagar efetivamente apenas pelo tempo utilizado.

Gregori explica que a Cilia desenvolveu uma solução proprietária para elaborar orçamentos de reparos de veículos baseado apenas em imagens. “Desse modo, o orçamento, em caso de um sinistro, é feito instantaneamente”, aponta o executivo. Conforme o CEO da ThinkSeg, o algoritmo desenvolvido pela startup vai permitir o lançamento – em breve, segundo Gregori – de indenização instantânea do sinistro.

Segundo o CEO da ThinKseg, no serviço que será lançado, o cliente terá a opção de receber até 25% do valor do orçamento em dinheiro, depositados na carteira digital do aplicativo. O orçamento digital instantâneo também permite à seguradora autorizar na hora o reparo e indicar a melhor oficina para o consumidor, em caso de sinistro. Segundo o CEO do Cilia, Daniel Barbosa, no momento em que o guincho chega para rebocar o veículo, com o orçamento digital já pronto, o prestador de serviço sabe se houve perda total ou há possibilidade de reparo.

Com a compra dos 35% de participação, a insuretech vai dividir o controle do Cilia, com os fundadores. Segundo Gregori, a startup atua hoje em três áreas: na criação de produtos de seguro, como as companhias tradicionais do setor, na distribuição das coberturas, como uma corretora on-line, por meio de plataforma virtual e parcerias com lojas e outros canais, e na comercialização de serviços e soluções de atendimento, inclusive para outras seguradoras.

A ThinkSeg pretende oferecer a solução desenvolvida pelo Cilia para grandes seguradoras, locadoras de veículos e oficinas. “Um vistoria totalmente digital traz muita eficiência para a mesa e a ideia é justamente essa expandir o serviço para grandes grupos do setor”, explica Gregori.

Segundo o fundador da ThinkSeg, a automatização dos processos de vistoria e orçamento pode trazer uma economia de cerca de 70% para os custos das áreas de sinistro de uma companhia.

Barbosa, CEO do Cilia, explica que o algoritmo da startup torna instantâneo um processo que hoje leva, pelo menos, 48 horas para ser finalizado e ainda exige um grande número de colaboradores. Segundo Barbosa, mais de dez grupos seguradores e as principais locadoras de carros no país já utilizam a ferramenta e o Cilia conta uma rede de mais de 3 mil oficinas que utilizam o software da startup. “Neste ano vamos ultrapassar a marca de 1 milhão de orçamentos instantâneos realizados”, afirma. Até julho, a empresa realizou 670 mil vistorias.

O algoritmo, segundo o executivo, aprende conforme recebe mais dados e fotos. O banco do Cilia já conta com mais de 46 milhões de imagens de veículos avariados.

Totvs fará mais compras para ganhar velocidade – Valor Econômico

Perda para Linx para Stone é considerada ‘página virada’

Após ter perdido uma disputa bilionária com a credenciadora de cartões Stone pelo controle da fornecedora de sistemas de varejo Linx, a Totvs pretende seguir em frente com seu plano de fusões e aquisições, sinalizando interesse em avanços no setor industrial, em logística e no agronegócio, além do varejo.

“A página está virada”, diz Dennis Herszkowicz, CEO da empresa, em entrevista ao Valor, ao lado do fundador e presidente do conselho da Totvs, Laércio Cosentino. “A gente não avançou o sinal em nenhum momento e esperávamos que todos os envolvidos no processo pudessem pensar da mesma maneira. Entendemos que não acabou acontecendo, mas segue a vida”, disse Consentino durante a entrevista.

A disputa acirrada teve início em agosto, no dia seguinte ao anúncio da oferta da Stone pela Linx, quando a Totvs comunicou que já estava em negociações anteriores com a empresa. Acionistas minoritários da Linx aumentaram a pressão sobre o conselho de administração da empresa alegando conflito de interesses dos principais acionistas – o presidente Alberto Menache, o sócio Alon Dayan e o sócio-fundador da Linx Nércio Fernandes – para avaliar a proposta da Stone.

A proposta final de mais de R$ 6,7 bilhões da Stone foi aprovada em assembleia de acionistas da Linx no dia 17 de novembro. Foram computados 55,95% votos a favor da proposta da Stone, 20,01% contra e 3,79% abstenções, incluindo os votos dos acionistas majoritários, cuja participação na assembleia foi autorizada pelo colegiado a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

“Ninguém entra pra perder, mas estamos tranquilos porque a gente se propôs a fazer um negócio no maior nível de transparência possível”, afirmou Herszkowicz sobre a oferta de R$ 6,1 bilhões da Totvs pela Linx. “Dissemos que não entraríamos numa guerra de propostas e não mexemos na nossa proposta nenhuma vez.”

Durante os três meses de negociação com a Linx, a Totvs manteve oportunidades em negociação, paralelamente. “A Linx era uma peça de um plano muito maior”, comentou.

Herszkowicz ressalta que o mercado pode esperar da Totvs a execução do plano de fusões e aquisições nas frentes de processos internos (back office) e recursos humanos, segmentos de mercado, complementos às ofertas dentro da base de clientes (cross sell) bem como nas áreas de tecnologia financeira e performance de negócios. “Tanto na estratégia de crescimento orgânico como em fusões e aquisições estão todas as tecnologias que facilitem e acelerem a jornada digital das empresas”.

Um dos pontos de atenção da empresa, segundo Cosentino, está na chegada da tecnologia 5G impulsionando a automação da cadeia produtiva. “Isso abre a necessidade de termos muita inovação internamente e muitas fusões e aquisições que vão complementar a oferta e nos dar velocidade”, afirmou o fundador.

O presidente do conselho da Totvs prefere não detalhar quais segmentos de mercado, além do varejo, estão na mira da companhia, mas sinalizou que são aqueles que estão em crescimento e que certamente demandarão investimentos em tecnologia. “Temos uma revitalização da manufatura no país, com o câmbio incentivando exportação, o avanço em logística com múltiplos canais de vendas, no agronegócio com o mercado de commodities voltando a ficar aquecido e, claro, o varejo como a disputa pela Linx mostrou.”

O comando da empresa que, conta com 50,2% do seu segmento de mercado, segundo dados da IDC Brasil, se mostra cautelosamente otimista para os próximos dois anos. “Vimos que os programas de governo funcionaram, que a queda do PIB foi menor do que o esperado e que o cenário por aqui tá mais sólido do que aparenta”, diz Herszkowicz. Consentino acredita que o dólar se mantenha em queda e que, após o segundo turno das eleições municipais, marcadas para o próximo domingo, as reformas tributária e administrativa caminhem. “Não tem como adiar mais”,

https://valor.globo.com/empresas/noticia/2020/11/24/totvs-fara-mais-compras-para-ganhar-velocidade.ghtml

Agronegócio, dólar e China impulsionam retomada e receita das empresas do Paraná – Gazeta do Povo

A retomada da economia e o bom momento do agronegócio ajudaram a puxar para cima, no terceiro trimestre, as receitas das empresas de capital aberto sediadas no Paraná. No período de julho a setembro o valor atingiu R$ 9,3 bilhões, 2,1% a mais do que no mesmo período do ano passado, segundo números encaminhados pelas companhias à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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Um dos carros-chefe dessa expansão é o agronegócio. Uma série de fatores acabou beneficiando o setor: a ótima safra, que chegou a 41,1 milhões de toneladas, 11,3% a mais do que a anterior, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab); a desvalorização do real frente ao dólar, que favoreceu as exportações; a recuperação da economia chinesa depois da pandemia e o uso crescente de tecnologia pelo setor.

“O agronegócio tem tudo para continuar sendo um setor de destaque”, diz Renan Homilko, sócio da Allez Invest. A Conab projeta que o estado terá, em 2020/21, a segunda safra seguida com a colheita de mais de 40 milhões de toneladas

O desempenho das empresas

Os Terminais Portuários da Ponta do Félix, de Antonina, registraram um crescimento de 37,7% na receita dos primeiros nove meses do ano, atingindo R$ 68,2 milhões. A empresa atribui o resultado ao aumento de operações com os atuais clientes e à conquista de novos.

A empresa pretende reforçar a atuação no agronegócio. Para isso, realizou investimentos de R$ 16,7 milhões, que contemplam a ampliação de silos para a recepção de grãos e a construção de um armazém para fertilizantes.

Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) registrou um crescimento de 10,6% nas operações, impactado principalmente pelo agronegócio (carnes e congelados). No terceiro trimestre, a empresa registrou recorde na movimentação de cargas refrigeradas.

A operadora logística Rumo registrou recorde no volume transportado no terceiro trimestre, atingindo 17,5 bilhões de TKUs, 1% a mais do que no mesmo período de 2019, puxada pela performance da Operação Norte e pelo transporte de contêineres.

O transporte de produtos agrícolas aumentou 1,1%, puxado pelo transporte de açúcar, com um crescimento de 87,8% no período. Isto compensou a performance do milho (-17%). “Os produtores estão segurando a produção à espera de preços melhores”, afirma Homilko.

Outra empresa impactada positivamente pelo bom desempenho do campo foi a Rodonorte. A concessionária de rodovias registrou um aumento de 6,7%, no comparativo entre o terceiro trimestre de 2019 e 2020, no tráfego de veículos pesados.

A alta do dólar também contribuiu para puxar para cima os números da BBM Logística, de São José dos Pinhais. Nos nove primeiros meses do ano, a receita atingiu R$ 695,4 milhões, 59,2% a mais no que no mesmo período de 2019. O desempenho vem sendo incrementado por operações internacionais e com carga fracionada, que estão crescendo com a retomada da demanda.

A empresa destaca que o terceiro trimestre também fechou com a obtenção de novos contratos e a conclusão da aquisição da Translag, que atua principalmente com cargas fracionadas no Centro-Oeste do país.

Copel em alta

A receita operacional líquida da Copel aumentou 3,6% no terceiro trimestre, comparativamente a igual época do ano passado, atingindo R$ 4,33 bilhões. No ano, a empresa de energia acumula um crescimento de 12,4% na receita e de 81,3% no lucro líquido.

Um dos fatores que explicam esses resultados, segundo a empresa informou ao mercado, é o maior volume de energia elétrica comercializada no mercado livre. “Isto compensou o mercado cativo mais fraco”, explica Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos.

https://www.gazetadopovo.com.br/parana/empresas-parana-faturamento-maior-retomada-economia-agronegocio-alta/

Funerária quer fazer IPO na Bolsa brasileira e crescer via aquisições – Estadão

Empresa gaúcha trabalha com cremação, funerais e serviços ‘atrelados ao luto’; grupo faturou quase R$ 84 milhões em 2019 e quer arrecadar R$ 400 milhões com abertura de capital

Uma empresa que oferece produtos e serviços completos “atrelados ao luto” quer abrir capital na Bolsa brasileira, o que deve ocorrer no início do próximo ano.

Fundado no Rio Grande do Sul em 1963, o Grupo Cortel trabalha com cremação (incluindo a de animais de estimação), funerais e serviços auxiliares e faturou quase R$ 84 milhões no ano passado. A empresa será a primeira desse setor a estrear na B3, que neste ano contou com mais de vinte novatas de capital aberto. Segundo apurou o Estadão, a estimativa é de que a operação chegue a R$ 400 milhões. 

Na oferta haverá um grupo de vendedores, incluindo a família fundadora, e fundos de investimento. Dentre eles está o Brazilian Graveyard, que é dedicado a investir em cemitérios. 

Aquisições

A oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) também colocará dinheiro no caixa da companhia, que quer direcionar os recursos para a aquisição de empresas do setor, segundo informação que consta no prospecto da oferta. A XP Investimentos é o único coordenador da operação.

“O foco da companhia está na aquisição de ativos em regiões com baixo atendimento profissional de cemitérios e serviços funerários, em cidades com população acima de 500 mil habitantes e com PIB per capita elevado em relação à média brasileira”, detalha o prospecto. 

A companhia possui dez cemitérios, todos próximos a centros urbanos, cinco crematórios, um crematório de animais, uma casa funerária, mais de 40 salas de velórios, oito capelas cerimoniais e duas capelas históricas. Realiza, por ano, cerca de 4,9 mil sepultamentos e 5,5 mil cremações.

“Com um modelo de negócios eficiente, integrado e bastante verticalizado, a companhia conta com ativos estrategicamente localizados em áreas de maior poder aquisitivo, garantindo maior previsibilidade e recorrência de receita em seus produtos e serviços”, afirma o documento que trata do IPO.

https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,funeraria-quer-fazer-ipo-na-bolsa-brasileira-e-crescer-via-aquisicoes,70003525498

Senior Sistemas retoma aquisições e mira Colômbia – Valor Econômico

Empresa espera faturar R$ 450 milhões este ano, um avanço de 5% em relação a 2019

Atenta aos setores de construção e agronegócio, a fornecedora brasileira de softwares de gestão empresarial Senior Sistemas retoma o ritmo de aquisições absorvendo a carteira de construtoras atendidas pela revenda Next Brasil. A empresa também tem interesse em expandir sua presença fora do Brasil e está de olho em uma aquisição na Colômbia.

“Buscamos ter uma presença mais próxima e levar outros produtos a esses clientes que hoje possuem um ERP mais focado em construção, incluindo sistemas de segurança, logística e relacionamento com o cliente”, diz Carlênio Castelo Branco, CEO da Senior Sistemas, segunda do mercado de sistemas de gestão depois da Totvs. Hoje, as construtoras atendidas pela Next usam a tecnologia de gestão da Mega Sistemas, incorporada pela Senior em 2018.

O CEO informa que o movimento fortalece a atuação da empresa no Centro-Oeste onde a Next atendia empresas como Brasal Incorporações, Grupo Odilon Santos, Terral Incorporadora e CMO Construtora. A carteira da Next traz 80 novos clientes aos cerca de 1,5 mil da Senior Sistemas no setor de construção, 13% de seus 12 mil clientes atuais.

A Senior conta com filiais em Brasília, Campo Grande e Cuiabá na região onde também atende clientes do setor agropecuário. “É um segmento que só faz crescer e não em crise no Brasil”, afirma Branco. Um dos sistemas oferecidos pela Senior envolve a implantação de sensores conectados para monitoramento remoto de silos.

Por conta da pandemia, este ano, a empresa espera faturar R$ 450 milhões, um avanço de 5% em relação a 2019, inferior à média anual de crescimento de 18% ao ano. “Os piores meses foram março e abril, quando clientes postergaram a implantação de sistemas em função da incerteza econômica”, lembra o CEO. “Depois os empresários se conscientizaram de que precisavam seguir em frente.”

Branco explica que a aquisição de canais faz parte da estratégia da Senior para ganhar força em regiões onde o relacionamento local é estratégico. Desde 2012, a empresa fez cerca de 10 aquisições. No ano passado comprou a revenda BRD, de Blumenau (SC), e a

Mindsight, especializada em análise comportamental para seleção e avaliações de desempenho usando inteligência artificial.

O próximo passo é ir além das fronteiras brasileiras, começando. “Estamos iniciando nosso processo de expansão internacional e em negociações com uma empresa da Colômbia”, informa o CEO.

https://valor.globo.com/empresas/noticia/2020/11/24/senior-sistemas-retoma-aquisicoes-e-mira-colombia.ghtml

Carrefour cria fundo de R$ 25 milhões para inclusão social e combate ao racismo – Valor Econômico

Na quarta-feira, a rede vai anunciar os compromissos e o plano de ação do fundo

Quatro dias após o assassinato de João Alberto Silveira Freitas em uma de suas unidades em Porto Alegre, o Carrefour anunciou, nesta segunda-feira, a criação de um fundo com aporte inicial de R$ 25 milhões para o “combate ao racismo estrutural no país” e a promoção de “ações afirmativas para a inclusão social e econômica de negros e negras na sociedade”.

“Sabemos que não podemos reparar a perda da vida do senhor João Alberto”, afirmou Noël Prioux, CEO do Grupo Carrefour Brasil, em comunicado. “Este movimento é o primeiro passo da empresa para que o combate ao preconceito e racismo estrutural, que é urgente no Brasil, ganhe ainda mais força e apoio da sociedade”.

Segundo a companhia, a criação do fundo de R$ 25 milhões é adicional ao compromisso já firmado de reverter para a causa todo o resultado das vendas realizadas em todos os hipermercados da rede no país no dia 20 de novembro, data em que se comemora do Dia da Consciência Negra, e dia seguinte à morte de João Aberto.

Nos últimos dias, afirmou a empresa, aconteceram reuniões com entidades e especialistas que combatem o racismo, “visando compreender e aprender sobre como atuar de forma concreta na luta contra todo e qualquer tipo de discriminação, que inclui também outros públicos minorizados”.

Na quarta-feira, a rede vai anunciar os compromissos e o plano de ação do fundo. Entre as iniciativas serão financiadas estarão ações internas e projetos externos.

Nesta segunda-feira, as ações da companhia fecharam em queda de 5,35%, apesar do otimismo na Bolsa de São Paulo. “Acreditamos que poderemos evoluir e contribuir para a construção de uma sociedade mais inclusiva e igualitária”, afirmou Prioux.

https://valor.globo.com/empresas/noticia/2020/11/23/carrefour-cria-fundo-de-r-25-milhes-para-incluso-social-e-combate-ao-racismo.ghtml

Cortel, que presta serviços funerários, entra com pedido de IPO – Valor Econômico

A oferta será primária — quando os recursos vão para o caixa da empresa — e secundária, quando os acionistas atuais vendem parte de suas fatias

A Cortel Holding, que atua no segmento de serviços funerário, protocolou na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o prospecto preliminar para a realização de uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). A oferta será primária — quando os recursos vão para o caixa da empresa — e secundária, quando os acionistas atuais vendem parte de suas fatias.


O portfólio da Cortel inclui marcas como a Ser Previdente Planos de Assistência Funeral; a Previr, empresa de serviços funerários; e o Cremapet, braço atuante na cremação de animais de estimação. Adicionalmente, possui dez cemitérios localizados próximos a centros urbanos desenvolvidos do Brasil. Foi fundada em 1963 por José Elias Flores.

Nos nove primeiros meses deste ano, teve receita líquida de R$ 75,932 milhões, com alta anual de 37,0%. O lucro foi de R$ 21,506 milhões, com expansão de 135,7%.
Os principais acionistas são José Elias Flores Júnior (25,509%), Elania Mara Santos Azevedo (14,65%) e Brazilian Graveyard FII (16,20%).

A Cortel pretende utilizar os recursos líquidos da oferta primária para aquisição de outras companhias do mesmo setor de atuação. “O foco da companhia está na aquisição de ativos em regiões com baixo atendimento profissional de cemitérios e serviços funerários, em cidades com população acima de 500 mil habitantes e com PIB per capita elevado em relação à média brasileira”.


A Cortel diz que as medidas para prevenção da covid-19, que limitam o tempo do cerimonial fúnebre para duas horas, poderão afetar os serviços de maior valor agregado durante este período de isolamento social. “No entanto, alguns empreendimentos já apresentam aumento de demanda e consequentemente aumento em suas receitas. A expectativa da companhia é que haja um aumento de demanda nos próximos meses em virtude das mortes por covid-19”.


A oferta é coordenada pela XP Investimentos.

https://valor.globo.com/financas/noticia/2020/11/23/cortel-que-presta-servios-funerrios-entra-com-pedido-de-ipo.ghtml

Mesmo após Pix, aval do BC não vem e suspensão para WhatsApp Pay completa cinco meses – Estadão

Fontes próximas ao WhatsApp dizem que não há previsão de quando o BC deve liberar a ferramenta

A despeito do lançamento oficial do Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, na semana passada, o órgão regulador ainda não autorizou o WhatsApp a retomar sua solução de envio e recebimento de dinheiro, suspensa há cinco meses. Desde que foi bloqueado, em 23 de junho, o aplicativo tem mantido contato com a autoridade monetária no Brasil contando com a ajuda de seu dono, o Facebook, para tentar retomar a ferramenta ainda neste ano. Enquanto espera, já lançou a mesma solução na Índia.

 Fontes próximas ao WhatsApp dizem que não há previsão de quando o BC deve liberar a ferramenta, mas ainda há a expectativa de algum ‘sinal de fumaça’ em 2020. Procurado, o aplicativo reiterou, por meio de sua assessoria de imprensa no Brasil, a esperança de que o regulador conceda seu aval ainda neste ano.

 “A liderança do WhatsApp tem mantido conversas frequentes com a cúpula do Banco Central para restaurar a funcionalidade de pagamentos no WhatsApp. Sobre o prazo, assim que possível, o que deve acontecer até o final do ano”, informou o WhatsApp ao Estadão/Broadcast.

 Desde que a solução foi bloqueada em junho, já foram feitas ao menos nove reuniões entre executivos do aplicativo e do Facebook junto a representantes do BC, conforme monitoramento da agenda pública dos membros da autoridade monetária feito pelo Broadcast.

 Como é considerada uma espécie de rival do Pix, a expectativa de especialistas consultados pelo Estadão/Broadcast era de que a solução do WhatsApp fosse liberada somente após o BC estrear o seu sistema de pagamentos instantâneos, que começou a operar oficialmente na semana passada. No entanto, até agora o aval não veio. Uma das explicações seria a de que o BC quer, primeiro, que o Pix ganhe tração para depois abrir o caminho para o eventual concorrente.

 O presidente do Banco Central, Roberto Campos, afirmou, durante coletiva de lançamento do Pix, que o WhatsApp deve começar a fazer transações financeiras P2P, aquelas de uma pessoa para outra, em breve no Brasil e que depois fará também P2M, de pessoa para estabelecimento.

 “O WhatsApp vai começar fazendo P2P já em breve. Eu tenho conversado bastante com o CEO do WhatsApp e ele tem me dito que o processo no BC foi mais rápido do que em outros países”, disse ele na ocasião, acrescentando que o regulador também mantém conversas com o Google e outras bigtechs, como ficaram conhecidas as gigantes do mundo da tecnologia.

 Essa não é a primeira vez, contudo, que o presidente do BC promete algum avanço para “breve”, quando questionado sobre a solução de envio e recebimento de dinheiro do WhatsApp. Em julho último, menos de um mês depois do bloqueio, Campos já tinha prometido aprovação “o mais rápido possível”.

 Enquanto aguarda o BC liberá-lo no Brasil, o WhatsApp lançou sua solução de pagamentos na Índia. Por lá, a ferramenta foi desenvolvida em parceria com a Corporação Nacional de Pagamentos da Índia (NPCI, na sigla em inglês), por meio da Interface de Pagamento Unificada (Upi, na sigla em inglês). A Upi guarda algumas semelhanças com o Pix, do Brasil. Trata-se de um sistema de pagamento em tempo real que permite transações entre 160 bancos autorizados na Índia.

 No Brasil, o WhatsApp se uniu a nomes como o Banco do Brasil, Cielo, Nubank e outros para lançar sua ferramenta de pagamentos. Ainda assim, o BC achou melhor por suspender a operação, alegando a necessidade de avaliar questões de competição e privacidade. Uma das críticas do regulador é exatamente o fato de a solução contar com apenas um adquirente.

https://link.estadao.com.br/noticias/empresas,mesmo-apos-pix-aval-do-bc-nao-vem-e-suspensao-para-whatsapp-pay-completa-cinco-meses,70003525268

Banco do Brasil é o primeiro a lançar Pix no WhatsApp – Exame

Iniciativa pioneira mira expansão do Pix no Brasil

Banco do Brasil é o primeiro do país a lançar uma funcionalidade que permite o uso do Pix pelo WhatsApp. Tudo funciona de forma bastante simples, pelo chat: basta adicionar o número 61-4004-0001 aos contatos e iniciar uma conversa pelo aplicativo de mensagens, digitando a palavra “PIX”. Em seguida, o assistente virtual irá oferecer as opções disponíveis (cadastramento de chaves, enviar e receber valores ou escanear um QR Code, por exemplo) e basta selecionar a função desejada para finalizar o serviço.

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O serviço funciona 100% integrado ao aplicativo de mensagens e, portanto, não é necessário migrar para nenhum outro app durante o contato com a instituição financeira. De olho em quem tem dificuldade para digitar no celular, o banco também permite realizar transações com comando de voz, a partir do envio de áudios para o BB no WhatsApp.

A aposta do banco faz sentido. Em um país no qual mais de 160 milhões de pessoas usam o aplicativo para quase tudo — de refeição a remédios — facilitar a trajetória digital que o Pix proporciona por meio do WhatsApp parece uma estratégia acertada. De acordo com um levantamento da MindMiners, 33% dos usuários recorrem ao aplicativo para tirar dúvidas e buscar informações sobre produtos; 27% usam o app para realizar compras e 24% dizem também contratar serviços.

“O Pix vai levar a uma revolução para o varejo e vão surgir muitas fintechs com novos modelos de negócios. E com o open banking, ainda mais”, diz Stéphanie Fleury, especialista em educação financeira.

E essa revolução pode ser quantificada. De acordo com estimativas da consultoria Oliver Wyman, em dez anos, o Pix vai representar 22% de todas as operações bancárias no país — sendo responsável por pelo menos 8% delas a partir do ano que vem.

Nessa corrida, vence quem tiver a maior vantagem — e os bancos estão “correndo atrás do prejuízo” em relação às fintechs. De acordo com um levantamento do BC, o Nubank lidera a lista de registro de chaves, seguido por Mercado Pago (4,73 milhões de chaves), PagSeguro (4,31 milhões), Bradesco (3,71 milhões) e Caixa (2,49 milhões).

O Banco do Brasil não é o único a lançar novas iniciativas. O Santander também ofereceu benefícios para quem cadastrar celular ou e-mail na chave utilizada na instituição. Dessa forma, os clientes garantiriam dez dias sem juros que têm no cheque especial do banco também para os pagamentos instantâneos do Pix.

https://exame.com/invest/banco-do-brasil-e-o-primeiro-a-lancar-pix-no-whatsapp/